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23/09/2021

Diário de um sedentário EP 04: Pegando gosto

Bom dia, tarde, noite, pessoal!

 

Aqui estou mais uma vez para contar a saga de quem quer sua primeira corrida!

 

Pois é, têm sido dias difíceis, mas ao mesmo tempo prazerosos. A corrida tem me levado a coisas que eu não imaginava, como, por exemplo, pensar em trabalho com clareza sem estar sentado a frente de um computador, ainda mais para mim, que trata o computador como uma extensão do corpo!

 

Saí para correr no dia 19, domingo; acordei sem vontade de levantar, afinal, que sedentário gosta de levantar, ainda mais para fazer esforço… Eu não seria diferente. Mas lá fui eu, bebi água; não me alimento, não sei se é certo, mas tenho medo de comer e ali ficar (probabilidade grande), mas como eu disse, tô pegando gosto, afinal, tô usando a corrida muito mais para a cabeça que para o corpo. Alguns não entenderam, ou entenderam, mas é no momento em que eu desligo de tudo é que a cabeça funciona melhor.

 

Lá fui eu, extremo leste, 8h da manhã, 31⁰ C, e já comecei a duvidar de tudo que eu escrevi acima, mas foi passar os primeiros metros que a cabeça foi esvaziando, o corpo foi se soltando, e logo eu já não pensava em mais nada, só tinha a cabeça completamente vazia e, desta vez, nem caminho eu tracei, só ia descendo, subindo, virando, e percebendo como a corrida é solidária: cada um que passa, seja correndo, caminhando ou pedalando, cumprimentam, dão um incentivo, alguns até vão até o próximo quarteirão ao seu lado.

 

Quando eu comecei a correr, logo eu, o cara que ama futebol, esportes de contato, e é apaixonado por NFL, ouvi de muitas pessoas: “Por que você escolheu algo tão solitário?”. E eu confesso que, durante muito tempo, foi só nisso que pensei, mas com o passar do tempo, com os metros percorridos, eu comecei a perceber que corrida, mais do que um esporte para o corpo, é um esporte para mente, em que você é dono do seu ritmo, dono das suas conquistas que só dependem de você, e nos trajetos pelo extremo leste de São Paulo, eu percebi que ela, de solitária, não tem nada, pois é cheia de incentivos de pessoas que estão dando força sem saber de suas posses, conteúdo intelectual, ou seja lá o que têm para oferecer, pois esse incentivo vem pelo simples fato de você estar disposto a estar correndo!

 

A corrida vem se tornando algo como uma terapia (nunca fiz), mas dizem que alivia os cansaços da mente, deixa leve e distraído… Mas posso garantir para vocês, ela faz lembrar como é estar acima do peso, pois os joelhos e tornozelos dão aquelas reclamadas básicas do corpo, tipo: “Olha eu aqui, você está pesado, precisa emagrecer!”. Nada que o espelho já não diga todos os dias...

 

Mas são coisas que acompanham as mudanças, e, quando elas vêm por decisão sua e não por uma recomendação médica, ou algo assim, parece que você está sempre um passo mais perto de desistir, do que de continuar.

 

Pois bem, como eu disse no subtítulo, estou pegando gosto, e, de verdade, eu espero que este gosto seja igual à comida de vó, não importa o tanto que você coma, sempre vai querer mais, e, quando não tem a lembrança, sempre está na cabeça, com vontade de quero mais!

 

Continua...