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31/08/2021

Transição de corrida de rua para as montanhas

 Acredito que dos que procuram a corrida, 70% ou mais seja por não ser tão fã da boa e velha academia ou por buscar uma mudança de vida, mas tem pouco tempo para a prática esportiva.

Ainda sobre este ponto, visto buscarmos na corrida “outdoor” (ao ar livre), além de melhorias físicas um pouco de “oxigênio” para a mente; acabei me encantando também por “corridas de aventura” ou conhecidas por muitos como “corrida de montanha” ou o americanizado “trail Running”.

Embora na “Selva de pedras” de São Paulo pareça tão distante esta modalidade, ela está mais próxima do que imaginamos. Existem diversos circuitos nas regiões metropolitanas como Paranapiacaba, Juquitiba, Mairiporã, Guarulhos, Mogi das Cruzes… A lista é extensa e com muita variedade de percurso e distâncias.

Falando ainda sobre as barreiras que imaginamos quando se pensa em CORRIDA DE MONTANHA, não é este “bicho de sete cabeças” apresentado por tantos. É bem verdade que você tem de estar preparado para enfrentar umas belas subidas e, não incomum, alguns escorregões num bom barro mas, como dizia um conhecido slogan, “se sujar faz bem”!

No meu caso a primeira que me aventurei (e este verbo é bem apropriado) me deixou encantado com a metódica da prova e vou te listar alguns motivos deliciosos, para deixar aquele gostinho de “quero experimentar”:

1 – Esqueça o tempo: Distâncias, colocação… Esta neura por tempo se encaixa bem no asfalto mas, quando falamos em montanha, você pode levar 2 horas para transpor 5 “míseros” quilômetros, portanto, a ordem é poupar-se e sentir o terreno.

2 – Divirta-se: Lembra aquelas brincadeiras de caça ao tesouro, escotismo, sobrevivência em acampamento? Você pode reviver tudo isso ao passear pelas trilhas, demarcadas com fitas para que você não se perca. Se escolher um percurso de organizador criativo, não se espante ao “esbarrar” em alguma cachoeira ou ter de atravessar pequenas nascentes ou riachos com águas nas canelas. Pular por cima de árvores caídas no caminho ou passar por baixo de algum obstáculo também não é incomum.

3 – Trabalhe novos músculos: Seja você um iniciante ou avançado, a montanha trabalhará músculos que você nunca nem imaginou existir no teu corpo. Sua capacidade aeróbica também será testada com mais intensidade, devido aos constantes “sobe-desce” dos terrenos.

Quando fui para montanha já tinha certa experiência em corridas de rua, tendo diversas meias maratonas no currículo, além de correr ao menos 70 quilômetros por semana e isto não me livrou de meus músculos “lembrarem” daquelas subidas por ao menos uns 4 dias.

4 – Desfrute: Quanto mais sofrido for a subida melhor será a vista lá de cima, portanto, pense sempre nisso pois todo sofrimento será recompensado e com sobra.

Bem, nem preciso dizer que todas estas sensações listadas acima eu as vivi desde o primeiro instante, o que me fez retornar e retornar… Sim, eu confesso, continuo me reencontrando com as trilhas e montanhas constantemente e, cada vez mais buscando desafios maiores e mais empolgantes. Esta grande paixão me levou aos grandes montes do Brasil como Pedra do Sino, Pico dos Agulhas Negras, Pedra da Mina e fora dele também, mas isto é tema para outro momento “blogueiragem”.

Por Sergio Garcia - Ultramaratonista, empresário e idealizador da Equilíbrio Esportes